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Portátil na bateria ou ligado à corrente: o que muda num benchmark

Na bateria, o portátil limita a potência e o resultado desce. Como escolher os modos de energia, a placa gráfica certa e testar sempre nas mesmas condições.

3 min de leitura

Uma secretária de madeira com monitor, colunas e prateleiras numa divisão clara

O mesmo portátil pode dar resultados bastante diferentes de um dia para o outro sem que nada esteja avariado. Basta ter sido testado uma vez ligado à corrente e outra na bateria, ou com outro modo de energia escolhido. Antes de comparar números, fixe estas condições e anote-as.

Porque a bateria baixa os resultados

Na bateria, o Windows e o fabricante limitam a potência que o processador e a placa gráfica podem gastar, para a carga durar mais. O processador mantém as frequências altas durante menos tempo e, em muitos modelos com gráficos dedicados, a placa gráfica fica com um limite bem mais baixo. A pontuação mostra o portátil a poupar energia.

Isso não é um defeito. Se usa o portátil quase sempre longe de uma tomada, um teste na bateria até pode ser o mais útil. O problema está em misturar os dois cenários na mesma comparação.

Os modos de energia do Windows e do fabricante

No Windows 11, o modo está em Definições, Sistema, Energia e bateria, com opções como Melhor eficiência energética, Equilibrado e Melhor desempenho. O Windows guarda uma escolha para quando está ligado à corrente e outra para a bateria, por isso confirme as duas.

Muitos portáteis têm ainda uma aplicação do fabricante, com modos como silencioso, equilibrado ou desempenho. Esta escolha sobrepõe-se muitas vezes à do Windows e altera a velocidade das ventoinhas e os limites de potência. Alguns modelos trocam de modo com uma combinação de teclas, o que facilita mudar sem dar por isso.

Gráficos integrados ou dedicados

Nos portáteis com duas placas gráficas, o sistema escolhe qual usar em cada aplicação. Na bateria, é comum a integrada ficar com o trabalho. Em Definições, Sistema, Ecrã, Gráficos, pode indicar que o programa de teste deve usar a placa de alto desempenho. Se o resultado de gráficos parecer o de um modelo muito mais modesto, comece por aqui.

Uma forma simples de testar

  1. Carregue a bateria e deixe ligado o carregador original. Um carregador USB-C mais fraco também pode limitar a potência.
  2. Escolha Melhor desempenho no Windows e o modo de desempenho na aplicação do fabricante.
  3. Pouse o portátil numa mesa, com as entradas de ar livres.
  4. Corra o teste três vezes e anote o valor do meio.
  5. Para o cenário de bateria, desligue o carregador, mantenha o resto igual e repita.

Escreva ao lado de cada resultado se foi na corrente ou na bateria e que modos estavam ativos. Sem isso, daqui a uns meses não vai saber o que está a comparar.

Comparar com outros portáteis

Quem publica resultados online nem sempre diz em que condições testou. Uma diferença pequena para outros portáteis do mesmo modelo quer dizer pouco. Se o seu fica sempre bem abaixo, mesmo na corrente e em modo de desempenho, vale a pena olhar para o pó, para a pasta térmica e para os controladores.

Para onde seguir

Para guardar estes dados de forma organizada, veja como montar um registo de benchmarks ao longo do tempo. O UserBenchmark é uma das ferramentas que pode usar para o teste em si; corra-o sempre nas mesmas condições de energia.